No blog Informe e Crítica encontramos uma página intitulada "Música e crítica social", uma parceria de Nildo Viana e Edmilson Marques, unindo crítica radical e música. As letras são bem elaboradas e de grande profundidade e as melodias bem compostas.
Os autores são renomados cientistas sociais, que não só criticam a divisão social do trabalho como efetivamente buscam superá-las e por isso não só escrevem sobre música (de Nildo Viana, se pode ver o artigo "Tropicalismo e política,", parte do seu livro sobre tropicalismo e de Edmilson Marques, um artigo sobre música e cultura do ter, entre outras) como também fazem música.
A música "Marionete consciente" é excelente e mostra uma crítica da divisão social do trabalho e da heterogestão que estamos submetidos, ou alienação. Também não cai no pessimismo e mostra a necessidade de ltuar contra isso.
"O Bom burguÊs" mostra a exploração capitalista e a percepção do burguês sobre isso, de forma bastante irônica. Tem, é claro, a parte que demonstra o desdém do burguês pelo proletário, a exploração, e os mecanismos de reprodução, notícias, arte, intelectuais, e vários outros. O modo de vida fútil e vazio também é apresentado.
"Visita ao museu" mostra uma utopia (concreta, realizável) ao colocar alguém dizendo que foi ao museu e viu nossa sociedade, com suas misérias, só que como coisa do passado e portanto absurda.
"Meu amigo João" é uma crítica dos militantes de partidos que logo se tornam burocratas e conservadores, como pessoas bem intencionadas vão se corrompendo e virando o oposto do que diziam e defendiam.
"Eu sou cult" é uma crítica aos que idolatram o cinema e usam isso como sinal de distinção através do formalismo e tecnicismo.
"Rock sem nota" também é uma crítica ao formalismo e tecnicismo nas músicas, mostrando, tal como no caso anterior, o vínculo dos valores com as preferências e gostos, e que são coisas sociais.
"Solidão" mostra a produção social da solidão; "Ela" mostra a opressão da mulher e seu caráter social.
Para ouvir essas músicas, clique aqui.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Cinema e Sociedade - Sociologia do Cinema
Às vezes ficamos pensando em certas coisas. Por exemplo, a sociologia hoje aborda vários temas, inclusive o cinema, mas qual importância disso? Bom, já algumas coisas que alguns sociólogos escreveram sobre cinema e confesso que não lá muita coisa de sociológico em tais escritos. Da mesma forma, não vi importância nenhuma. Não vi e acho que ninguém veria, pelo menos partindo dos pressupostos que parto, ou seja, da necessidade da sociologia engajada, da transformação social, do pensamento voltado para a ação e transformação, e a ação refletida, pensada.
Mas mudei de idéia. O sociólogo Nildo Viana, o pensador brasileiro que mais gosto e cujas obras mais me inspiram, ao lado de Marx, Korsch, Florestan Fernandes, Carlos Benedito Martins, entre outros, acaba de lançar, como coloquei neste blog, o livro "Como assistir um filme", que ainda não li, mas pela apresentação do mesmo, deu uma pista de como é possível uma verdadeira sociologia do cinema, entendo o filme como "manifestação do social e sobre o social" (http://nildoviana.teoros.net/comoassistirfilme.html) e por isso fiquei curioso e decidi comprar o livro, mas ainda não o fiz. Confesso que, apesar de tudo isso, fiquei desconfiado. Afinal, o título do livro é "como assistir um filme", logo, parece mais receita, embora a receita seja crítica, tal como éstá na referida apresentação.
Porém, a desconfiança cessou ao consultar o blog do ilustre professor da UFG. Dois breves comentários de filmes foram suficientes para entender que somente este sociólogo de mão cheia poderia suprir a lacuna da falta de uma sociologia verdadeiramente sociológica do cinema. Os comentários sobre os filmes As aventuras do Barão de Munchausen e sobre Coraline e o mundo secreto revelam a perspicácia do autor, que vê em um filminho infantil a manifestação do social, de valores e concepções adultocêntricas nele. Depois disso, a leitura de Como assistir um filme se torna obrigatória. Eu estou providenciando a aquisição do meu exemplar... e você?
Mas mudei de idéia. O sociólogo Nildo Viana, o pensador brasileiro que mais gosto e cujas obras mais me inspiram, ao lado de Marx, Korsch, Florestan Fernandes, Carlos Benedito Martins, entre outros, acaba de lançar, como coloquei neste blog, o livro "Como assistir um filme", que ainda não li, mas pela apresentação do mesmo, deu uma pista de como é possível uma verdadeira sociologia do cinema, entendo o filme como "manifestação do social e sobre o social" (http://nildoviana.teoros.net/comoassistirfilme.html) e por isso fiquei curioso e decidi comprar o livro, mas ainda não o fiz. Confesso que, apesar de tudo isso, fiquei desconfiado. Afinal, o título do livro é "como assistir um filme", logo, parece mais receita, embora a receita seja crítica, tal como éstá na referida apresentação.
Porém, a desconfiança cessou ao consultar o blog do ilustre professor da UFG. Dois breves comentários de filmes foram suficientes para entender que somente este sociólogo de mão cheia poderia suprir a lacuna da falta de uma sociologia verdadeiramente sociológica do cinema. Os comentários sobre os filmes As aventuras do Barão de Munchausen e sobre Coraline e o mundo secreto revelam a perspicácia do autor, que vê em um filminho infantil a manifestação do social, de valores e concepções adultocêntricas nele. Depois disso, a leitura de Como assistir um filme se torna obrigatória. Eu estou providenciando a aquisição do meu exemplar... e você?
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